Por um segundo até ferem,
Maiores do que eu, que
Como se não bastasse
Me encolho e reduzo, mas
Logo me relembram de
Feridas passadas e
já não dói, já não, não
As pedras que atiras, que
Pareciam grandes, antes,
Logo se reduzem a
Meras migalhas, do
Teu mesmo tamanho
As pedras que atiras, que
Aguças cuidadosamente, que
Com balanço arremessas, têm
Só um lado cortante, tu
És incapaz de te ver, atrás
Do muro de pedras, das
Pedras que atiras, que
Tampouco me importunam
Sou indestrutível
Eu sou um gigante, tu
Ínfima, junto ao meu pé,
Não me podes afetar
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