no tentar ligar-nos
matámos a solidão
e, mesmo com essa
assombrante presença,
estamos cada vez mais sós
tudo é fácil e rápido, e por isso
nada é fácil e simples
uma obsessão normalizada
universal e coletiva
inevitável novo normal
pelos carris desenfreado
um novo ópio do povo,
que, tão romanticamente,
destrói, chacina e demole
na promessa de unir
tornou-se fútil questionar se
deambulamos por entre as
linhas de código de uma
fingida simulação
binários já nós somos
e tudo o que fazemos
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