de punhal cravado te escrevo
o mesmo que eu espetei em ti
tem sido confuso e vazio
tu não estares aqui
mas quem és tu, senão
um idealizar ou repetir
a mesma de sempre
e eu não me lembrava
eterna tortura de reviver
ou sentir que revivo
o punhal que arrastaste
tão lentamente pelo meu coração
lacerando e mastigando qualquer
parede que pudesse, em vão, querer
conter qualquer réstia de amor
ou vontade de amar
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